Mais uma vez as palavras voltam para me lembrarem de mim .De quem sou como estou sem me dizerem porque deve ser assim. O mundo em que o meu sonho acordou mais uma vez ponho em poemas as tristes canções internas. Da minha alma cansada de esperar. O esforço já se limita à espera da mudança, da recompensa. Não aguento mais, nestas horas pensar, agir, viver não aguento a inveja ,não consigo concentrar-me ,nas coisas que tenho de fingir .Porque as forças não chegam para a verdade .Mais uma ver me repito não sai nada de novo destas mãos, também elas estão cansadas, de não sentirem outras mãos .Enlaçadas, firmes, desejadas. Os lábios não mexem porque as palavras não são beijos,nem canções de amor. Mais uma vez, me canso e fecho os olhos. Na esperança vã de que o mundo se vá ,e mais uma vez, ele não vai, e não muda, para mim .
Malim.